Legado celestial

Sob a égide do Museu Villa-Lobos, encontra-se uma parte expressiva de coleções que têm o papel como suporte, constituindo o legado artístico celestial do mundialmente renomado compositor brasileiro. São partituras – manuscritas ou impressas –, correspondências, documentos textuais, fotografias, programas de concertos, recortes de jornais nacionais e internacionais e cartazes.

Além disso, há o arquivo sonoro e as coleções de instrumentos. O mais completo acervo musical sobre Villa-Lobos, englobando a quase totalidade de seus originais, está preservado na instituição que ocupa um casarão – tombado pelo Iphan – em estilo neoclássico do final do século XIX no bairro de Botafogo. Desde sua fundação (em 1961) até 1986, o Museu estava instalado em algumas salas no nono andar do Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio.

As três salas no térreo e o jardim, onde se ergueu uma concha acústica com estrutura em ferro remanescente da antiga cavalariça, já valem o início da sublime viagem. Nesse espaço de múltiplo uso acontecem as ações educacionais, os recitais, as exposições de curta duração e outras atividades e projetos desenvolvidos pela instituição. Fotografias, pinturas, esculturas e instrumentos musicais representativos da trajetória do compositor são expostos no primeiro andar da casa.

O Museu conta também com a Biblioteca José Vieira Brandão, que mantém a mais importante coleção pública de material relacionado a Villa-Lobos. Seu acervo abrange partituras, livros, teses, monografias, periódicos, programas de concertos, fotografias, recortes de jornais, correspondência, documentos textuais diversos e um arquivo sonoro e audiovisual.

Programação

Desde sua primeira edição, em 1963, é realizado, anualmente, o tradicional evento Festival Villa-Lobos, sempre no mês de novembro. Criado na gestão de Arminda Villa-Lobos (segunda esposa do maestro), o Festival visa a amplificar o acesso à música brasileira de concerto e é considerado uma das principais ações da Casa, em sua missão de investir no trabalho de formação de plateias por meio do patrimônio nacional na área.

A diversidade de grupos vocais, regentes e arranjadores do atual cenário é o foco dos Encontros de Corais. Os eventos – apresentando repertório variado que revisita a música brasileira – incentivam a prática do canto e promovem a troca de experiências entre os grupos participantes. Aprofundam, ainda, os laços estabelecidos entre o Museu e seu público devoto.

Outra atividade desenvolvida são as Quintas Concertantes, originada da aproximação profícua do Museu com o Instituto Villa-Lobos, escola de música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), permite aos frequentadores o convívio com jovens músicos universitários, de formação instrumental diversificada. Uma programação afinada pelo diapasão do criador, que foi eternizado nas suas transcendentes Bachianas, uma série de suítes que conciliam a técnica do compositor alemão Johann Sebastian Bach com elementos da música folclórica do Brasil.

 

Museu Villa-Lobos
Rua Sorocaba, 200 – Botafogo
Tel.: 2226-9020
www.instagram.com/museuvillalobos